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Dia Internacional das Mulheres

Por mais vozes femininas na política

 

A maioria da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)*, é composta por mulheres: 51,5%. No entanto, a participação feminina na política parlamentar (vereadoras, deputadas e senadoras) está muito longe de fazer jus a essa representação. A União Interparlamentar fez um relatório, divulgado em janeiro deste ano, que analisa a participação feminina na política de 193 nações. O Brasil ficou em 152º posição do ranking, com apenas 10,7% de mulheres compondo a Câmara dos Deputados. 
Para a assistente social, Verônica da Paz, a tímida participação da mulher em relação a esse campo institucional requer reflexões, dentre as quais a questão cultural patriarcal imposta sob a mulher, ainda muito presente nas relações inerentes às questões políticas no campo institucional. “A voz masculina sempre prevaleceu em detrimento dos interesses das mulheres e demais excluídos da sociedade”.
 
Para fazer a diferença
 
Elevar o número de mulheres na política parlamentar, segundo Verônica é muito importante. Mas deve ser feita a partir de uma ampla discussão com os movimentos populares organizados. Pois, assim pode ampliar os espaços de atuação da mulher na sociedade, construindo mais formas da população usuária dos serviços públicos participarem da política e terem acesso a outros serviços próprios aos direitos sociais da população.
 
Desafios 
 
“O mandato parlamentar exercido por mulheres tende a enfrentar desafios importantes na relação com a sociedade, principalmente, no enfrentamento ao preconceito, discriminação, intolerância da violência contra a mulher, como principal pauta no centro das discussões no campo parlamentar”, destaca a assistente social. 
 
Protagonistas da história
 
À exemplo da presença feminina durante o período em que o Brasil esteve sob o regime civil-militar (1964-1985), as mulheres devem continuar como protagonistas nos movimentos populares de oposição, criando suas formas próprias de organização, lutando por direitos sociais, justiça econômica e democratização. “Essa presença das mulheres na cena social brasileira nas ultimas décadas tem sido inquestionável”.
 
Direito à igualdade
 
Por fim, Verônica destaca ainda que a participação da mulher na política é consagrada na Constituição Federal de 1988, Constituição essa reconhecida no mundo como cidadã. “A igualdade de direitos é afirmada no artigo 5º, no capítulo que trata dos direitos e garantias fundamentais, onde fala que ‘todos são iguais perante a lei’, e essa igualdade é reafirmada no inciso primeiro desse mesmo artigo, onde diz que ‘homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações’”. Cabe às mulheres lutar para que cada dia mais essa igualdade passe a ser realmente vivenciada inclusive na política parlamentar.
 

Fonte : Ascom/SECI




O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.
(SANTO AGOSTINHO)



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