A data-base para que os empregados no comércio de Ipatinga tenham reajuste salarial é 1º de outubro. Mas como a negociação ainda está travada, a data-base foi prorrogada até 30 de novembro.
O SECI reivindica um aumento salarial que reponha a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que fechou em 4,29% (considerando o período de 1°/10/25 a 30/09/26) e pelo menos mais 3% de ganho real.
No entanto, as grandes redes de supermercados estão influenciando a negociação e pressionando a entidade patronal a não aceitarem a reivindicação do SECI. Essas empresas além de oferecer o reajuste mínimo, querem trabalhar a maioria dos feriados, o que o SECI não concorda. Esse setor já têm o privilégio de funcionar mais dias da semana, além de terem mais facilidade de negociar créditos junto a instituições financeiras oficiais. São justamente essas empresas que têm maior capacidade de pagar salários melhores a seus empregados. Tanto que, segundo a Associação Mineira de Supermercados (AMIS), a previsão para o setor supermercadista é de 3,45% de ganho real em 2026.
Como representante dos lojistas, o Sindcomércio deveria negociar em nome de todas as empresas e não privilegiar as grandes redes. Isso porque esse atraso na negociação prejudica não só os comerciários, mas também as empresas, que depois terão sua contabilidade acumulada pelo pagamento das diferenças salariais e de benefícios das cláusulas econômicas. Sem contar que o salário reajustado aquece o comércio, ou seja, dá retorno ao próprio segmento comercial. Só há vantagens em valorizar os comerciários e o SECI espera que o sindicato patronal tome um posicionamento a esse respeito e destrave a negociação.








